O intestino funciona normalmente com a dieta enteral?

É normal que o funcionamento intestinal mude com mudanças de hábitos, como começar a fazer o uso de dieta enteral. Se antes ir ao banheiro uma vez ao dia era comum, talvez agora seja ir uma vez a cada 3 dias (o que ainda é considerado normal [1]). Com o tempo o corpo pode adaptar-se e o intestino pode funcionar cada vez melhor [2]. Para isso acontecer, converse com o nutricionista sobre assunto, pois existem inúmeras dietas que fornecem um maior aporte de fibras. Além da fibra alimentar, a hidratação e exercícios físicos também são aliados a um bom funcionamento intestinal [3].

Constipação é quando ocorre menos de uma evacuação em 3 dias [1].

O uso de dieta enteral pode ocasionar diarreia ou constipação, que podem não estar relacionados somente com a dieta, mas também pode ser efeito adverso de alguns medicamentos. A constipação parece ser mais comum do que a diarreia em pessoas em uso de dieta enteral, principalmente quando a dieta não contém fibra alimentar [3].

  • Fibra alimentar melhora desordens intestinais, como constipação e diarreia [3];
  • A água é importante para ajudar no fluxo das fezes (evitando a constipação) e, no caso de diarreia, é essencial para hidratar o paciente. Para isso, no intervalo entre a administração da dieta, forneça água esterilizada através da seringa ou em frasco com equipo [3].

É fundamental a comunicação com o médico e nutricionista em caso de problemas com o intestino para evitar outras possíveis intercorrências.

Referências
[1] Pancorbo‐Hidalgo, Pedro L., Francisco P. García‐Fernandez, and Carmen Ramírez‐Pérez. "Complications associated with enteral nutrition by nasogastric tube in an internal medicine unit." Journal of clinical nursing 10.4 (2001): 482-490.
[2] Sean White. A Home enteral Feed Dietitian’s experience of a Week on Nasogastric Tube Feeding. 2016.
[3] Bittencourt, Amanda F., et al. "Constipation is more frequent than diarrhea in patients fed exclusively by enteral nutrition: results of an observational study." Nutrition in Clinical Practice 27.4 (2012): 533-539.

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