Benefícios da dieta industrialializada

As dietas enterais são utilizadas quando o paciente, por algum motivo, está impossibilitado de se alimentar normalmente. Através de uma sonda o alimento é levado diretamente ao estômago ou para o intestino. A nutricionista decide qual é o tipo de dieta recomendada para cada paciente no hospital. Isso porque varia de pessoa para pessoa o aporte energético e necessidades diárias de macro e micronutrientes. A escolha varia também ao tipo de dieta que pode ser administrada, industrializada ou caseira. Dentre as opções que se enquadram na necessidade do paciente existem: a dieta enteral industrializada, que pode ser líquida ou em , e a dieta enteral caseira, que é feita por ingredientes comuns, como leite, ovos, açúcar e carne. A dieta enteral líquida já está pronta para o consumo, a dieta enteral em pó precisa ser diluída (normalmente em água), e a dieta enteral caseira precisa ser liquidificada para chegar a consistência adequada. Atenção deve ser dada a alguns fatores:

  • Contaminação por microrganismo (como bactérias, que podem causar infeções)

As dietas enterais são constituídas de compostos que nutrem o nosso corpo, mas que também é nutriente para as bactérias. O crescimento de microrganismos na dieta enteral pode causar sérias infecções, e pode complicar ainda mais o quadro de um paciente debilitado. Por isso, técnicas de higiene adequadas devem ser utilizadas principalmente para fazer a dieta enteral caseira. Nesse sentido, as dietas enterais industrializadas apresentam riscos baixíssimos, desde que depois de abertas sejam consumidas dentro do prazo de validade e acondicionadas adequadamente [1].

A composição da dieta deve ser balanceada em:

  • Macronutrientes: carboidrato, proteína e lipídeos;
  • Micronutrientes: vitaminas e minerais.

Já é bem estabelecido de que é essencial uma nutrição adequada para que o paciente se recupere de forma mais eficiente [2]. Quando falamos de dieta caseira, devemos ser mais rigorosos quanto a escolha dos alimentos e suas quantidades, pois é mais fácil ter um desbalanço nutricional do que quando comparamos com as dietas industrializadas. Isso porque uma fórmula produzida industrialmente foi elaborada baseada nas necessidades do paciente, e não terá as variações de preparo que a caseira pode ter. Por isso, se você prefere preparar a dieta enteral caseira, atenção à qualidade do alimento, isso do ponto de vista de higiene e nutricional [2].

  • Custo e viabilidade

Você sabia que a dieta caseira e a dieta enteral podem ter o mesmo preço?

Quando queremos economizar pensamos logo em fazer algo caseiro. No entanto, quando se diz respeito a ter uma dieta enteral com nutrientes balanceados, e em quantidades adequadas, o preço é praticamente o mesmo [2].

Por isso, ao decidir qual a dieta enteral que se enquadra nas suas necessidades, avalie esses pontos:

  • Variabilidade da composição nutricional;
  • Risco de contaminação por microrganismos;
  • Osmolaridade (quando está muito concentrada em moléculas – compostos da dieta – pode causar diarreia);
  • Viscosidade (relacionado com a textura, pois a dieta precisa ser pouco viscosa para passar pela sonda);
  • Custo benefício.

Referências
[1] Medina, Juliana Maria, Gislene Garcia Franco do Nascimento, and Maria Rita Marques de Oliveira. "Contaminação microbiológica de dietas enterais." Rev. bras. nutr. clín 23.4 (2008): 262-269.
[2] Borghi, Roseli, et al. "ILSI Task Force on enteral nutrition; estimated composition and costs of blenderized diets." Nutricion hospitalaria 28.6 (2013).

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